Imagine ouvir isso do homem que você sempre teve como um herói, apesar de qualquer desentendimento.
As lágrimas se fizeram necessárias, me humilhou como pôde e confessou estar com tanta raiva de meu amor, que nem queria que ele aparecesse lá em casa. Minha vontade foi de sair madrugada a fora e sumir dali sem olhar para trás. Mas agora tinha que pensar em meu filho e comecei a passar mal de tão nervosa e de tanto chorar.
Quando ele já não aguentava mais olhar para mim, me mandou pro quarto se segurando para não me bater. Fui sem poder dizer uma palavra e quase desmaiando; nem senti como fui pra lá. Passei a sentir tanta dor, que achei que iria perder o bebê.
Que sensação ruin, no dia seguinte após horas de choro e preocupação com o bebê, levantei cedo, me vesti, saí sem comer e fui pedir a amor para me encontrar; tudo para meu pai não me ver ao acordar. Só retornei após seu horário de sair para o trabalho e fiquei nessa rotina por semanas sem falar com ele, ou vê-lo.
Até que passou uns dias, e ele foi voltando ao normal comigo. Normal entre aspas, mas com certeza bem melhor do que no início.
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